domingo, 28 de julho de 2013

PEREZ E ZERA - UM MARCADO E OUTRO ESCOLHIDO



 

O capítulo 38 de Gênesis faz uma abrupta interrupção na história de José. Uma história que vai se estender até ao capítulo 50 de Gênesis e que se tornou uma história clássica, famosa e cheias de preciosas lições para a Igreja em todos os tempos.

Nos capítulos 37 a 50 do livro de Gênesis surge um dos grandes heróis da fé.

De repente, um parêntese se abre para contar uma parte da biografia de Judá. Esta biografia não é construída com aspectos positivos, como a biografia dos grandes heróis da fé.

* Primeiro, encontramos um Judá, no capítulo anterior, participando da trama maligna de dar um fim à vida de José, jogando-o na cova e depois vendendo-o como escravo aos midianitas que o levariam ao Egito;

* Depois vimos Judá quebrando uma tradição recebida como orientação divina, a de não se casar com mulheres cananéias, ou cananitas. Judá casa-se com uma mulher cujo nome era Sua, filha de um cananeu;

* Em seguida, vimos que a geração de Judá era uma geração má. Seu filho mais velho casa-se com Tamar e comporta-se tão vergonhosamente em relação ao seu casamento que a Bíblia não diz, apenas, que ele morreu, porém, diz que o Senhor o matou - Gn 38:7 ;

* Seu segundo filho, recusa-se a cumprir com os deveres do levirato. O levirato era o costume que o povo de Israel tinha que obrigava um homem a casar-se com a viúva de seu irmão quando este não deixava descendência masculina, sendo que o filho deste casamento é considerado descendente do morto.

* A falta de aceitação do projeto divino para a família dos descendentes de Abraão, fez com que Deus se irasse contra ele, pelo que também a este Deus matou - Gn 38:10 ;

* Na sequência Judá comete mais uma falha quando deixa de cumprir a promessa que havia feito à Tamar de que quando o seu terceiro filho tornasse homem, este lhe seria dado em casamento, para que pudesse suscitar descendência aos seus dois irmãos;

* Para piorar, Judá teve uma única filha mulher, além de seus três filhos. Esta filha veio a falecer;

* O próximo ato de Judá que mancha sua reputação como bisneto de Abraão foi o fato de ele ter se utilizado dos serviços de uma prostituta para satisfazer a seus impulsos sexuais;

* Só que a prostituta era a sua nora, que decidira vingar-se do sogro pela falta de cumprimento da sua palavra;

* A sua nora engravidou e ele a teve por adúltera. Ou seja, mesmo depois de vários anos de viuvez, ele ainda exigia dela fidelidade aos filhos mortos e que permanecesse esperando pelo filho que ele não pretendia dar a ela em casamento;

* Judá profere sentença de morte contra sua nora... Neste momento sua máscara é tirada e ele sinicamente anula contra ela a sentença, considerando-a como vítima de seus desvios comportamentais;

* Tamar, agora, grávida, teria um filho, que conforme a tradição daqueles povos teria que receber o direito da primogenitura de Judá, uma vez que seu filho primogênito havia falecido sem deixar descendente;

* Só que a situação se complica porque Tamar estava grávida de gêmeos e, apenas um dos gêmeos poderia herdar o direito da primogenitura;

SOBRE O DIREITO DA PRIMOGENITURA

· Primogenitura é a tradição comum de herança de toda a riqueza, estado ou função dos pais pelo primeiro filho; ou, na falta de uma criança, por parentes próximos, de forma a manter o status da linhagem familiar.

· Ao filho primogênito cabiam os direitos de primogenitura, como dupla herança, ou seja, o primogênito recebia 50% da herança do seu pai;

· Recebia ainda, a supremacia entre os irmãos e a chefia da família. Ou seja, o primogênito tinha o direito de ser o próximo patriarca da família;

· Era o primogênito quem tinha o direito de ter o seu nome na genealogia dos seus ancestrais;

· A mãe e os demais membros da família lhe deviam obediência e respeito;

· No antigo Código de Manu, no 9º livro, Art. 522, diz que: “Mas, o mais velho, quando ele é eminentemente virtuoso, pode tomar posse do patrimônio em sua totalidade; e os outros irmãos devem viver em sua tutela, como viviam sob a do pai”;

· Esta supremacia do primogênito para com os seus irmãos está bem explícita na bênção que Isaque ministrou sobre Jacó, no dia em que este tomou a primogenitura de seu irmão Esaú:

Ø Gênesis 27:29 – Sê senhor de seus irmãos, e os filhos de tua mãe se curvem a ti.

SOBRE OS GÊMEOS DE TAMAR

· Voltando à história, havia gêmeos no ventre de Tamar. E a preocupação da família era identificar o que nascesse primeiro, porque este herdaria o direito da primogenitura de Judá;

· A parteira foi orientada a fazer essa identificação;

· Mas, no momento do parto aconteceu um episódio inesperado, um incidente. Um dos bebês colocou a mão para fora... Imediatamente a parteira tratou de amarrar uma fita vermelha no braço dele para que não houvesse depois nenhuma dúvida que aquele teria sido o primeiro a sair e por isso seria o primogênito;

· Mas, súbita e repentinamente ele recolhe o braço e minutos depois o primeiro bebê a sair não foi o que tinha a fita amarrada ao braço;

· Uma reviravolta aconteceu dentro do útero de Tamar e o menino que havia colocado o braço para frente teve sua posição invertida e o seu irmão nasceu primeiro, provocando uma ruptura perineal em sua mãe;

· A posição ideal para uma criança nascer é de cabeça para baixo. Na posição em que o menino estava ele não conseguiria sair. Ele estava atravessado, tanto é que seu bracinho saiu primeiro, indicando que ele não estava na posição correta;

· Quando ele mexeu-se procurando a posição adequada, seu irmão, que estava na posição correta saiu primeiro;

· Deram a esse menino, que nasceu primeiro, o nome de Perez; E ao outro, o que tinha a fita vermelha no braço, o nome de Zerá;

· Diante do estrago que esse incidente provocou na mãe, deram ao menino que saiu primeiro um nome carregado de uma marca negativa. Disseram: Como tu tens rompido, sobre ti é a rotura – Por isso se chamarás Perez. É como se dissessem, você é culpado da dor que sua mãe sente, por causa do seu atrevimento.

· PEREZ – foi criticado, e condenado a carregar a culpa pela intrepidez, pela esperteza, pelo seu atrevimento;

· ZERÁ foi marcado pela parteira para receber a bênção da primogenitura, mas, ela recaiu sobre PEREZ;

QUAL É A MENSAGEM QUE EXTRAÍMOS DESTA FATÍDICA HISTÓRIA?

· Primeiro - A Deus interessava que essa história fosse narrada, porque Judá foi o escolhido por Deus, apesar de todas as suas falhas, para ser o patriarca, de onde nasceria futuramente o Messias, o Senhor Jesus, o Salvador do mundo;

· Lá na genealogia de Jesus, registrada em Mateus e em Lucas, apareceria o nome do filho de Judá que entraria na linha sucessória, até que chegasse a Cristo;

· E, qual é o nome que apareceu na genealogia de Jesus? Não foi o nome do menino da fita vermelha no braço, foi o nome de Perez;

Ø Mateus 1:1-3 - LIVRO da geração de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. Abraão gerou a Isaque; e Isaque gerou a Jacó; e Jacó gerou a Judá e a seus irmãos; E Judá gerou, de Tamar, a Perez e a Zerá; e Perez gerou a Esrom; e Esrom gerou a Arão;

· Com isto nos vimos O TRIUNFO DA GRAÇA SOBRE O PECADO;

· Como disse o Pastor John Pipper, "A vida dos santos não é uma linha reta para a glória, mas eles chegam lá."

· Segundo - O que isso tem a ver com a igreja hoje? - Hoje somos a “igreja dos primogênitos”

Ø Hebreus 12:22,23 - Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos; À universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus...

· Nós fazemos parte da “igreja dos primogênitos” - Nossa primogenitura também é composta de três elementos: A porção dobrada de Cristo, o sacerdócio e a realeza. Somos o povo escolhido; somos herdeiros da promessa; Não temos uma fitinha vermelha, a fita do senhor do bom fim; temos a marca da promessa;

· Em Terceiro lugar - Porque Deus queria nos transmitir uma preciosa lição: A de que o homem pode escolher a dedo alguém que ele quer promover;

· O homem pode dar uma sentença sobre alguém que ele julga merecedor e mais capaz;

· Samuel se encantou com Eliabe, Abinadade e Samá, os três filhos mais velhos de Jessé. Eles tinham pinta de rei, tamanho de rei, cara de rei...

Ø Em Atos 13:22 - Levantou-lhes como rei a Davi, ao qual também deu testemunho, e disse: Achei a Davi, filho de Jessé, homem conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade.

· O homem pode amarrar no braço de alguém uma fita vermelha e dizer é esse que vai herdar o trono; é esse que vai herdar o meu ministério; é esse quem vai me substituir como pastor presidente; é esse que vai ser aplaudido;

· Mas, Zerá pode até colocar o braço pra fora; Zerá pode até ser consagrado primeiro; Zerá pode até gravar um disco primeiro; Zerá pode ser marcado pela parteira...

· Mas, quem vai herdar a primogenitura é Perez;

· Zerá é escolhido pelo homem; Perez é o escolhido por Deus;

 

AME A QUEM VOCÊ VÊ!





AME A QUEM VOCÊ VÊ!

A grande realidade é que a tarefa do coração não é “ACHAR" uma pessoa amável para amar (tenha sido isto uma dádiva ou uma escolha) e ser capaz de continuar amando-a, não importando o quanto aquela pessoa mude em relação ao objeto-sujeito que um dia foi quando se começou a amá-la.

De fato ninguém tem que ACHAR tal pessoa, basta não fechar os olhos a fim de não vê-la.

“Amar” é amar a pessoa que você vê!

Foi exatamente isto que João, o apóstolo, nos ensinou, quando disse: “Aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê” (I Jo 4:20).

Neste ponto, talvez valesse a pena a gente dar uma olhada no olhar de Jesus a Pedro, quando este o traiu na casa do Sumo-sacerdote Caifás.

Que outro olhar foi mais curador e divino?

Que olhar foi aquele? Terá sido um olhar repelente ou de rejeição?

Certamente aquele olhar deve ter sido como muitos que recebi de meu pai e de minha mãe quando minhas ações me botavam em perigo.

Quando isto acontecia, o olhar deles não me falava de rejeição, mas de amor que queria me preservar para a vida, e me livrar de perigos.

A questão é: Pedro estava em perigo ou estava se salvando do perigo?

Poucos de nós entendemos de fato o significado de um dia haver traído um amigo, nesse caso, “O” Amigo.

Eu já fui traído por amigos centenas de vezes e sempre percebi que quem corria o maior perigo eram eles, não eu.
Também, quando traí, soube na carne como é o traidor e, também, que é o traidor quem sofre a mais infernal de todas as dores... Aquelas mesmas que levaram Judas a se matar.

Bem, isto para quem não “pedrou”... e perdeu a consciência para a cristalização em estado rochoso!

Pedro Pedra! O que salvou você de ficar tão pedrado?

O problema é que quando nos sentimos traídos e desprezados – sangrando sem poder estancar a dor – nem sempre nos damos conta de que quem corre risco é o traidor.

Todavia, Jesus viu isto claramente.
Ele viu.
Ele olhou.
Ou melhor: Fitou!

E o que ele viu?
Um traidor?
Um covarde?
Um ser sem raízes?

Não!
Ele viu um amigo em grande perigo!

Jesus não julgou que Sua causa estava perdida para sempre, apenas porque o amigo com o qual Ele mais contava não viera em Seu socorro.
Ele amava uma alma mais que o mundo inteiro!

O amor de Jesus por Pedro foi tão ilimitado que, amando a Pedro, Ele amava a pessoa que Ele via e que era real, não uma "projeção".

Nossos amores, na maioria das vezes, são idealizações; por esta razão não sobrevivem à traição.

Jesus, todavia, jamais diria: “Pedro, você agora terá que me demonstrar, através de muitos anos de claro arrependimento, se você me ama ou não. Então veremos como vai ficar...”

A resposta dos olhos de Jesus só pode ser entendida pelo resultado obtido na vida de Pedro.

O que teria então dito Jesus com o olhar?

- “Pedro, meu amigo; você é Pedro, o meu amigo; e eu amo você.
Tenha meu amor neste instante; porque se alguma coisa há de lhe ser útil agora, é a certeza de meu amor por você.
Somente meu amor poderá fazer de você um Pedro mais Pedro ainda.”

Jesus não ficou “de mal” com Pedro até que houvesse a demonstração de que aquele amigo da praia tivesse se tornado, indubitavelmente, outro homem.

Ao contrário, Ele preserva a amizade incondicionalmente; pois é em tal amor que o traidor pode encontrar redenção.

Ou será que alguém tem a pretensão de pensar que haveria um “outro caminho” para a salvação de Pedro?

Se houvesse; Jesus o "desconhecia"!


Nossa estupidez é tão grande que quando acontece de um amigo “mudar para pior” (conforme nosso entendimento) nós pensamos que isto nos desobriga de amá-lo.

Pobres e cegos que somos...

O verdadeiro amor só conhece o seu próprio caminho; e é somente nele que se pode “salvar” o traidor sendo seu amigo! Especialmente, depois da traição!

Este, porém, é o Caminho de Jesus.
Nós temos a ousadia de ter nossos próprios caminhos; todos eles fundados nos mais “nobres princípios”.

O que Jesus está ensinando é chocante:

“Ame a Pedro na noite da traição, e o meu olhar sempre olhará você como você olhou para ele. Pois eis que em sua vida há muitas traições; e eu as vejo!”


Assim, não invente alguém para amar.
Ame a quem você vê. E, como é óbvio, amor aqui é Ágape¹ não é Eros².

O SEGREDO...PSIU!






O SEGREDO... PSIU!



“Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, há de saber se a minha palavra é Dele, ou se eu falo por mim mesmo.” – Jesus, em João 7:17



O significado do que Jesus diz acima inicia com a pergunta: E vale a pena querer saber o que Jesus promete como vida?


Ele não promete sucesso, nem riquezas materiais, nem altos postos, nem amizades universais, nem fazer a pessoa ficar entre os “mais, mais”; nem oferece turismo pela vida, nem sedução, nem conquistas de poderosos, nem influencias, nem honras, nem alivio algum; antes, diz que se terá aflições, que se será perseguido, que se aprenderá a ser feliz enquanto se chora, e a ver o reino dos céus enquanto na terra ninguém nos vê; e fazer a paz entre os homens e ouvir que você é filho de Deus, e nem por isso se sentir dono de nada; a não buscar encher os pensamentos com hiper-atividade, antes limpá-los; e isto para que se aprenda a exultar na opressão; e, como incentivo, nos oferece o exemplo de gente que foi cerrado ao meio, jogada em poços, castrada em exílios, banida para o nada, traída, maltratada e morta — “como os profetas que viveram antes de vós”, diz Ele.


Em compensação... — Ele disse que tais pessoas que desejarem fazer a vontade do Pai e assim saberem se o que Ele disse é fato ou não, conheceriam uma alegria que ninguém lhes poderia tirar; que seriam habitadas pelo Espírito de Deus; que andariam sem nada, mas possuindo tudo; e que tais pessoas seriam vistas como os seres despojados, enquanto enriqueceriam a muitos.


Além disso, Ele também disse que tais pessoas teriam muitas mães, pais, irmãos, e filhos; e que mesmo perseguidas sempre encontrariam um irmão na jornada; mas que se a ninguém encontrassem, ainda assim não estariam sós; pois, Deus mesmo com eles estaria.


E mais: Ele disse que daria poder para que tais pessoas curassem doentes, expelissem demônios, e fossem embaixadores da Graça, de graça, onde quer que cheguem com o Segredo Revelado.


Entretanto, Ele também disse: “Farão as obras que eu faço; e outras maiores farão; pois, eu vou para junto do Pai”.


As obras de Jesus como promessa!


Sim! Há pessoas que gostariam de fazer apenas as obras chocantes de Jesus, mas jamais aceitariam ser chocados pelas obras de Jesus como opção de realizá-las. Pois, para cada milagre de Jesus há uma nova perseguição. De tal modo que segundo o espírito de Jesus, quanto mais “sucesso”, mais perseguição e mais inveja homicida.


Jesus só não foi perseguido pelas obras que fez em secreto. As demais, todas elas, geraram perseguição.


Assim, segundo Jesus, o Segredo das Coisas não está no pensar positivo e se tornar um magneto de convergência universal de todos os bens do mundo.


Se Jesus tivesse ficado em estado de pensamento nada teria mudado!


Ele nunca pensou a vontade do Pai. Ele a comia. Ele queria realizá-la. Por isso Ele não disse “Eu sou o Estado Mental, o Pensamento e o Sucesso”; mas sim: “Sou o Caminho, a Verdade e a Vida.”.


Para Jesus há o Segredo. E o Segredo é “querer fazer a vontade do Pai”.


Sim! Somente quando se põe o pé na estrada do amor de Deus, sem discussão, e apenas seguindo em fé, sem saber para onde se vai, porém andando em confiança, é que se prova o Segredo; o qual enriquece o coração, pacifica a alma, instrui o espírito, amansa o ser, tira a fobia do morrer, eleva o entendimento para além das lógicas, fortalece o individuo para toda vicissitude, e dá a ele o poder de se gloriar até nas tribulações; pois, amando a Deus pela fé, e a Ele se submetendo em amor, tal pessoa se torna o ponto de convergência do Segredo; o qual, já está revelado: “Cristo em vós, esperança da glória”; o que faz com que o presente viver na carne seja pela fé no Filho de Deus que nos amou.


Ora, isto gera amor por Ele; e é de tal amor que vem o fechamento do ciclo do Segredo: Todas as coisas passam a contribuir conjuntamente para o bem de tal pessoa.


Este é o Segredo!


É de Graça!


É por causa da Graça!


É mediante a fé!


Não vem de nós!


É dom de Deus!


Para que ninguém se glorie e diga: Eu tenho Segredo.


Você quer?


Tudo está no querer!


Quer?

quinta-feira, 25 de julho de 2013

AMIGOS PAISAGEM

Amigos paisagem.
O que são? Como diriam os antigos, são do tipo pau pra toda obra, sempre compõe o ambiente, nos fazem companhia, estão dispostos a tudo, estão nas nossas listas de amigos do Orkut, MSN, do celular. Basta um contato e pronto, está montada a equipe da missão, seja ela simples companhia, passeio, balada, cinema, farra até mesmo atacar prostitutas na Barra ou arrumar briga com grupos “rivais”.
Temos e somos amigos paisagens. Sabendo usar e/ou ser, teremos ótimos momentos.
Precisamos deles, eles precisam de nós, com o tempo mudamos, as relações mudam, mas os amigos paisagem continuam nas suas mais diversas formas, desde o colega de colégio até o(a) companheiro(a) de dama ou crochê.
Como remédios eles também tem bula, não curam todos os males, tem uso limitado, em excesso fazem mal, não se aplicam a todos os casos e alguns são até perigosos.
Os amigos paisagem compõem um ambiente onde concorrem ou convivem com família e os amigos, definidos assim todos aqueles que são mais do que companhias, do que membros de “equipes”, que estão presentes em toda e qualquer ocasião, mesmo quando tudo parece querer afastá-los.
No Eco sistema perfeito estes três grupos se convivem, não concorrem entre si, se complementam e tem o espaço certo para ocupar.
Se estabelecermos círculos em torno de nós, os mais próximos serão os amigos e família, a vida da gente sempre coloca ou um ou outro bem perto de nós, quando as pernas bambeiam, é ali que encontramos apoio. Os amigos paisagem estão lá, alguns mais próximos, outros mais distantes, mas eles são nossos elos com o mundo, oxigenam nossas vidas, quanto melhores, mais vida nos traz.
Alguns devem estar incomodados com a expressão amigos paisagem, tentei encontrar um termo melhor, mas acho que coube bem, não creio que diminua sua importância além de servir pra distinguir dos amigos naturais.
O que é paisagem? Tudo aquilo que nos cerca, nos preenche, que define o que somos e como nos sentimos. Não está tão perto que podemos tocar, mas está ao alcance para podermos percorrer.
Portanto, o amigo paisagem é importante, fundamental no nosso Eco sistema, é um dos pilares de nossa existência.
Todos tem relevância em nossas vidas, mas forçar a troca de papéis sem que seja algo natural jamais dá certo, nem sempre um amigo paisagem tem estrutura para ser mais do que isso, ou um amigo tem condições de nos acompanhar nas nossas aventuras, nem sempre alguém da família conseguirá lidar bem com nossos segredos a serem divididos.
O importante é que cada um seja valorizado, querido, receba nossa dedicação, sem que isso signifique sacrifícios dos outros membros do nosso Eco sistema.
Está na harmonia dos três elementos a nossa felicidade: amigos paisagem, família e amigos.
A vida, todos nós sabemos, não é feita só de alegrias, sorrisos, de dias de sol. Não temos um guarda roupa só para dias de calor, precisamos de roupa para dias de chuva, de frio e até de tempestade. Se não soubermos cuidar bem de cada peça de roupa, sofreremos.
E se as peças que compõe nosso guarda roupa não cobrem todas as ocasiões, cabe cuidar melhor, é nossa responsabilidade manter da melhor maneira cada peça de roupa que poderá ser útil quando precisarmos.
Mas às vezes as coisas saem errado, não cuidamos direito do guarda roupa e tentamos em vão adaptar as peças que temos, mas de nada adianta.
Podemos colocar a culpa em São Pedro, em algo que não estava a nosso alcance, mas será? Quando é tarde demais é fácil se eximir de culpa, nem sempre somos justos por que fugimos de nossa responsabilidade, lidamos mal com a idéia que somos os responsáveis pelo que nos ocorre.
Ficamos dedicados demais a um dos elementos de nossa vida, nos descuidamos de outros, as coisas dão errado somos pegos desprevenidos e não somos os responsáveis?
A idéia de Eco sistema funciona com a simples lógica de que tudo precisa estar harmonioso, se algo prevalece em detrimento do outro, vem o desequilíbrio. Mas quem faz as escolhas, não somos nós? Quem decide onde agir e o que priorizar, não somos nós?
Para alcançar esse equilíbrio o caminho nem sempre se mostra suave, mas isso justifica abandona-lo? Será que o caminho abandonado não criará mais dificuldades da próxima vez estando coberto de mato e impedindo a passagem?
Quanto tentamos reconstruir ou reformar os nossos caminhos, pagamos o preço do abandono, é menos trabalhoso nos dedicarmos sempre do que um dia precisarmos abrir a duras penas o caminho já fechado pelo abandono.
Ai voltamos aos amigos paisagem. Podemos contar com eles nessa empreitada? Você dividiria com eles os atalhos de sua vida? Os segredos do caminho? Eles estariam dispostos a te ajudar a superar os obstáculos?
Provavelmente não, e não é culpa deles. Na dinâmica da vida alguns amigos paisagem se tornam amigos e até se tornam família, mas é um filtro bem fino, bem apurado, como as peças de nosso guarda roupa, nem sempre cobrem todas as ocasiões, não é de bom senso ir de biquíni para o trabalho.
Portanto, cuide bem de seu Eco sistema, dedique seu tempo a cada pilar que mantém sua vida de pé, mesmo que em algumas ocasiões tudo pareça tão chato e difícil, você precisará fazer escolhas que resultem em equilíbrio e, consequentemente, felicidade.

COERENCIA

Coerência
Vivemos sempre em busca de respostas. Como ser feliz? Como alcançar o sucesso? Como evitar os problemas? Como vencer os obstáculos? São tantas perguntas que se ficarmos pensando em cada uma não vivemos, vamos sempre estar nos dedicando a respondê-las.
O pior é que algumas respostas que encontramos contradizem respostas de outras perguntas, simplesmente porque na busca que fazemos só enxergamos a situação imediatamente a frente, é como dirigir e ir tomando decisões baseadas na situação imediata: tem um engarrafamento? Desvie. Chove? Estacione. Mas de que adianta resolvermos a situação a frente se isso só adia ou dificulta a solução do real problema?
No entanto, existem algumas respostas que servem para maioria das perguntas. Se não solucionam 100% dos problemas ao menos melhoram nossa condição para enfrenta-los.
Coerência é uma dessas respostas que atendem a maioria das perguntas. Quando somos coerentes é meio caminho andado pra evitar problemas, ser feliz, respeitado e até admirados.
Quem deve cobrar coerência somos nós mesmos, porque a maioria das reflexões que fazemos envolvem nossas atitudes e decisões incoerentes.
Porque pensei isso e fiz aquilo? Porque acredito nisso no entanto faço aquilo?
Se você tem um problema, basta ser coerente pra se manter longe dele e ter força pra supera-lo.
Mas o que é ser coerente? Simples. Você passa a vida adquirindo convicções, observando, analisando, colhendo dados e impressões para formular uma idéia. Ser coerente é respeitar essa idéia. Não quer dizer que devamos ser inflexíveis, visto que uma idéia só evolui jamais deve ser descartada de todo, seja por um momento, seja pelo restante de nossas vidas.
Uma idéia que levou anos sendo desenvolvida, que passou por todas as fases absorvendo informação, amadurecendo pra chegar a um formato não pode ser desconsiderada nem por uma fração de segundo.
Claro, existe uma boa razão pra desconsidera-la: irresponsabilidade. É quando estamos fracos, estamos tentados a algo. Mas cair em tentação, desconsiderar algo tão solidamente construído é algo destrutivo, porque tudo que você levou anos construindo pode se perder ali, pode não ter volta além de definir de maneira contundente uma natureza incapaz de vencer. Lembra da estrada acima? Cada vez que desviamos, cada vez que estacionamos nos afastamos do objetivo final, estamos perdendo tempo, porque muitas vezes seremos obrigados a recomeçar do zero. Corremos o risco de chegar o dia que olharemos pra trás e perceberemos que ficamos patinando sem sair do lugar e nos frustraremos. Para quem quer chegar a determinada altura da vida com algumas situações resolvidas, é melhor ser coerente.
A maioria de nós não agüenta o tranco, a maioria de nós quer caminhos fáceis, quer atalhos, mas basta olhar em volta e ver o resultado de escolhas fáceis. Dizem que vitórias inspiram, mas as derrotas ensinam muito mais.
Portanto, nos esforcemos para sermos coerentes, para não esquecer do que se passou, do que vivemos, do que observamos, nos esforcemos pra persistir, seja qual for o obstáculo no caminho, seja qual for a tentação oferecida. Só assim chegará cedo ao ponto de chegada e poderá usufruir tudo aquilo que sonhou.
Porque se um dia você olhar pra sua vida e ver que não conseguiu nada, não a culpe, a culpa é sempre nossa porque ficamos adiando, caindo em tentações, com medo de decidir, enfrentar a realidade. Quer transformar o sonho em realidade? Seja coerente, viva intensamente e busque incessantemente seus objetivos sem perder tempo em caminhos fáceis ou tentadores. Existe muito mais gente do que se imagina querendo que fiquemos aonde estamos, porque sabem que elas só conseguirão o que querem nos mantendo ali. Não entendem que por mais que avancemos, se são verdadeiras, sempre farão parte de nossas vidas, talvez não como elas desejam, mas ai entra o egoísmo e, convenhamos, só alguém muito egoísta pode querer interromper nosso crescimento para beneficio pessoal.
Se sua natureza é crescer, cresça. E para crescer seja coerente.