domingo, 7 de julho de 2013

LINGUA SEM JUIZO TRANSTORNO CERTO..

Da língua sem juízo vêm muitos transtornos


Texto:- Tiago 3.1-12
Introdução:- Jesus advertiu certa feita os seus discípulos dizendo: “Seja, porém, o vosso falar, ou a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno”. ( Mateus 5.37.) As nossas palavras tem forte influência em nossa vida espiritual. Podemos através delas dar vida ou matar o nosso semelhante espiritualmente falando; podemos também destruir a reputação de alguém, difamando-o ou caluniando-o. No Antigo Testamento, mas especificamente na lei, Deus advertiu o seu povo sobre o poder da língua e das palavras dizendo: “Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; nem conspirarás contra o sangue do teu próximo. Eu sou o Senhor”. O apóstolo Paulo escrevendo a Timóteo também fala dos caluniadores. (2 Timóteo 3.3).
Você já parou para pensar quanto prejuízo pode ser causado por uma língua sem juízo? Quantas famílias desfeitas por causa da fofoca, quantos crimes cometidos por causa da mentira! A língua como diz o nosso texto é como um pequeno fogo que incendeia um bosque todo.
Vamos através deste sermão mostrar alguns exemplos, relatados na Bíblia e que servem para a nossa advertência.
1 – Números 11.1-34 – É importante fazer uma distinção entre o lamento legítimo que Deus acolhe e a murmuração que provoca ira. O primeiro envolve situações de injustiça, morte prematura, derrota na guerra e sofrimento prolongado. Assim são os Salmos de lamento ou queixa (Salmos 25; 39; 51; 86; 102; 120). No lamento, o salmista honestamente revela a Deus os segredos mais íntimos do seu coração – um coração muitas vezes cheio de angústia, medo, amargura e/ou raiva. Aqui, ao se queixar acerca das dificuldades, o povo demonstrou ingratidão pelo livramento maravilhoso que havia acabado de receber. Em sua segunda queixa (v.6), murmuravam por ter apenas maná miraculoso para comer, e não carne. Em sua terceira queixa, Arão e Miriã murmuraram acerca da autoridade de Moisés sobre eles (12.2). Em todas essas situações, pessoas que haviam sido abençoadas de maneira extraordinária murmuraram porque Deus não as tinha abençoado do modo como teriam preferido. Então, a ingratidão deles, o povo de Deus, provocou a ira de Deus. A murmuração chegou aos ouvidos do Senhor, demonstração clara de ingratidão diante da bondade que Deus havia demonstrado, a queixa foi feita no tabernáculo. Deus respondeu a esse ato particularmente provocador com fogo.
2 – Números 13.1-33; 14.1-44 – Ao chegar a Cades-Barnéia, Moisés enviou espias para a terra, em preparação para a conquista. A maioria dos espias voltou da missão com relatos pessimistas e o povo se recusou a avançar. Só Josué e Calebe instaram o povo a confiar que Deus os capacitaria a tomar posse da terra; foram vencidos pelos murmuradores! Então Deus julgou o seu povo, condenando a primeira geração a morrer no deserto.
3 – Atos 5.1-11 – Ao observarem a atitude de Barnabé, que havia vendido um campo de sua propriedade e trazido o preço aos pés dos apóstolos, Ananias e Safira quiseram fazer o mesmo, só que com intuito diferente; ao que se deduz do texto, eles queriam ser louvados pelos apóstolos. O egoísmo deste casal é contrastado com a abnegação de Barnabé, “homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé (11.24). Eles tinham o direito de reter para si mesmos todo o lucro da venda, uma vez que a terra e o lucro da venda lhes pertenciam (v.4); logo, não tinham necessidade nem o direito de mentir. Retiveram parte do preço, dizendo aos apóstolos que tinham entregado tudo para a igreja. Morreram fulminado, um após o outro. Presume-se que usaram apenas um lençol simples para enterrá-los, sem utilizarem um caixão ou uma sepultura de pedra, como era o costume da época.
Conclusão:- Nestes textos são três pecados distintos cometidos pela língua: Ingratidão, murmuração e mentira. Somos advertidos a nunca nos esquecermos dos benefícios que o Senhor tem feito a nós (Salmo 103.1-2). Igualmente devemos banir de nossa vida a murmuração (1 Pedro 4.9) e a mentira, pois a mesma procede do diabo e todos os mentirosos por serem filhos do diabo, serão lançados no inferno. (Apocalipse 21.8). O Senhor Deus vos chama agora a uma reflexão sobre a sua língua. Como ela tem sido? Instrumento de benção ou de maldição? Se tem sido só instrumento de maldição, eu te convido agora, a chegar-se ao Senhor Jesus e confessar este pecado que te trás transtornos e o Senhor Jesus que é rico em misericórdia te perdoará e dos seus pecados nunca mais se lembrará, conforme o que está escrito em 1 João 1.9, que diz: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. Amém

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